De acordo com a Polícia Civil, até o fim de setembro deste ano, 449 integrantes do Comando Vermelho foram presos. Durante a operação dez adolescentes também foram apreendidos.
Em relação ao armamento usado pelos criminosos, o balanço da polícia confirmou a apreensão de 118 armas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas, um revólver e 14 explosivos. O delegado ressaltou ainda que milhares de munições e centenas de carregadores ainda serão contabilizados.
Segundo Curi, a investigação resultou na expedição de 180 mandados de busca e apreensão e 70 mandados de prisão no Rio, além de 30 mandados de prisão para traficantes do Pará. O delegado destacou que a operação contra os chamados “narcoterroristas” foi amplamente planejada.
“Nosso foco era causar o menor efeito colateral possível, o menor dano e o menor transtorno para os moradores da comunidade. Por isso, fizemos o planejamento para que a operação ocorresse na área de mata”, explicou. Curi também comentou sobre a repercussão da operação:
“Podem chamar até a Nasa, mas ninguém vai conseguir fazer o que nós fazemos. Lamento muito e vou sentir muito. Nunca vou me esquecer deste dia em que tivemos quatro grandes heróis mortos. Mas não posso deixar de ressaltar que foi o maior baque que o Comando Vermelho já sofreu. Nunca houve uma ação que causasse uma perda tão grande, tanto em armas quanto em drogas e lideranças”, afirmou. O delegado reforçou que as únicas vítimas da operação são os policiais.
“Hoje em dia, todo mundo é vítima: o ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser vítima do usuário... Ontem, o filho do chefe da facção disse que, por trás de um fuzil, existe uma pessoa. E a polícia tem sido tratada como vilã. Aqui, não tem isso. A polícia é o herói. Essa facção está presente em quase todos os estados do Brasil”, destacou. De acordo com Curi, a operação aconteceu no coração do Comando Vermelho.
“Eles sofreram o golpe mais duro da história da facção. Quem optou pelo confronto foi neutralizado. A reação da polícia depende da reação do criminoso”, disse. O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, também comentou sobre a operação e afirmou que a letalidade era previsível, mas não desejável.
“Essa alta letalidade era previsível, mas não desejável. Todo o trabalho da polícia foi feito para cumprir os mandados de prisão. Essa foi a maior operação da história do Rio de Janeiro, que hoje tem 29% da população morando em favelas, enquanto a média nacional é de 8,1%”, declarou. Segundo o secretário, a operação foi planejada durante um ano e contou com a participação de policiais de outros estados, principalmente do Pará.